Projeto: Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia

Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia

Coordenador: ALAN CAUE DE HOLANDA

Contato: [email protected]

Valor Total Conveniado: 523.765,44

Contribuir para a restauração florestal do bioma Caatinga por de meio de trabalhos técnicos, científicos, e fortalecimento da cadeia produtiva através do reflorestamento de 100 hectares de áreas perturbadas ou degradadas no Parque Nacional da Furna Feia, promovendo o envolvimento comunitário e fomentando a ociobioeconomia em comunidades do entorno da Unidade de Conservação.


 

A área que compreende o Parque Nacional da Furna Feia tem um reconhecido potencial para fruticultura irrigada o que reflete em vasta especulação imobiliária em suas adjacências. A região possui um histórico de exploração de minérios, principalmente o calcário. Na extensão de sua área, o Território Açu-Mossoró é banhado por duas bacias hidrográficas, a Leste pela Bacia Piranhas-Açu e a Oeste pela Bacia Apodi-Mossoró que se destacam pela sua extensão, correspondendo a 60,1% do território estadual, e pela importância econômica através do desenvolvimento de atividades agrícolas e pecuárias. Estando a área do Parque Nacional Furna Feia localizada entre municípios com a economia pujante, os riscos a sociobiodiversidade são elevados, pois, Mossoró, estando localizado na Bacia Hidrográfica do Rio Apodi/Mossoró e ocupando uma área de 2.099,36 km2, é rico na produção de petróleo, sal e fruticultura irrigada e, o município de Baraúna, que possui uma área territorial de 825,682 km2, tem a economia impulsionada pela agricultura, com destaque para produção de frutas (melão e banana). Ou seja, o Parque Nacional da Furna Feia está inserido entre duas regiões de alta especulação imobiliária e com altos índices de desmatamentos.Tomando-se como referência a sensibilização da população civil para temas como desmatamentos, incêndios florestais, impactos ambientais, recuperação de áreas degradadas, caça predatória, dentre outros, é que instituições públicas e privadas, ao longo dos últimos anos, têm buscado mitigar esses problemas por meio de incentivos que visem a inclusão social, através da educação ambiental, restauração florestal, estímulo a sociobioeconomia, dentre outros. Dito isso, ações de conservação/preservação que busquem prospectar ou ofertar meios de produção que proporcione uma vida digna e com visibilidade a populações que sobrevivem em comunidades adjacentes ao Parque Nacional da Furna Feia se tornam extremamente importantes, pois, serão futuros guardiões da Caatinga.Estudos que trate a restauração florestal em áreas de Caatinga, por meio de ações científicas e técnicas junto às comunidades, associações, estudantes e professores são de extrema relevância, pois, pelo fato de a região apresentar economia biodiversa, o estímulo à conservação ambiental e a busca por uma bioeconomia sustentável, será um ponto chave para uma mudança de paradigma sobre trabalhos voltados a restituição da vegetação em ambientes perturbados ou degradados no Rio Grande do Norte, contribuindo diretamente ao processo de ensino-aprendizagem de discentes da Ufersa.